segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ENEM

Olá, leitores!
Para conseguir bons resultados nas questões defilosofia e sociologia no Enem e nos grandes vestibulares, é preciso ser capaz de analisar os conceitos de políticaética e moralidades, além de compreender o que está sendo pedido no enunciado. Vale lembrar que elas ainda não possuem um perfil definido, mas se destacam pelo vínculo com as atualidades e o conhecimento do aluno em determinados autores tradicionais.
Alguns temas importantes são mais cobrados no Enem e nos vestibulares são:

Escola de Frankfurt

A crítica ao consumismo da indústria cultural, o consumo pelo consumo, onde tudo se torna um desejo, pode fazer relação com a sociedade contemporânea: midiatizada, alienada e mercantilizada.

A ação social no conceito de Max Weber

O conceito de ação social que tenta enxergar na sociedade as influências das relações sociais. Apresentando que as maiores dificuldades de uma vida em conjunto são ocasionadas por ações emotivas. As situações podem estar relacionadas nas ações: racional relativa a fins, ação racional relativa a valores, efetiva e tradicional.

Sócrates, Platão e Aristóteles

São a base do conhecimento sobre política, ética e moralidade. Apontavam soluções para sociedade, conciliando a ética na esfera política. Sendo Aristóteles ligado mais à ética e Platão à política.

Hobbes, Locke e Rousseau

É o estado de natureza, contrato social e estado de sociedade. Hobbes acredita que o homem nasce egoísta, por causa do medo da morte violenta. Já Rousseau acredita que o estado de natureza é bom, mas a partir da propriedade privada, o egoísmo vai aparecendo. Nos três tem a ideia das leis comandarem um Estado.

Karl Marx

Conceitos de valor, alienação do indivíduo e materialismo histórico. Debate a história como sendo uma luta de classes, apenas para a sobrevivência.

Émile Durkheim

O conceito defendido por ele é que é preciso entender os problemas sociais, como sendo coisas ou fatos sociais.

Jürgen Habermas

Distingue esfera pública, da esfera privada e da atuação do indivíduo, através das relações de poder e política do estado.
Bons estudos e até mais!

Da roça para a Medicina

Menino humilde que sempre viveu na roça conquista o sonho de ser médico



MENINO 600 X 500A história de Luciano é prova de que não se deve desistir dos seus sonhos, não importa o quão longe ele pareça estar. 

Medicina é uma faculdade muito procurada pelos jovens, alguns pelo retorno financeiro, outros pelo amor. No entanto, é um curso extremamente caro, e muitas pessoas não têm condição de pagar.
A história que vamos contar hoje é do Luciano Carlos, 25. Desde criança ele sempre trabalhou na roça com seus pais e teve que superar muitos obstáculos para conquistar seu sonho. No roçado, ele plantava e cultivava hortaliças e legumes. "Não tínhamos outra opção", conta Luciano.

Da roça ao consultório: conheça a história do agora 'doutor' Luciano Carlos

O agora médico Luciano Carlos, 25, seria apenas mais um a se formar, no último fim de semana, em medicina pela Uespi (Universidade Estadual do Piauí), não fosse o desafio de chegar ao diploma após conciliar os estudos com o trabalho na roça, desde criança, e a falta de dinheiro para se manter em curso na capital.
Luciano nasceu e cresceu no pequeno povoado rural Caatinga Branca, em Valença do Piauí (a 216 km de Teresina). Aos sete anos, começou a trabalhar na roça. "Nessa idade eu não fazia nada que eu não podia fazer, meu pai não deixava. Era mais só para acompanhar. A partir de dez, 12 anos já fazia quase tudo", conta o médico.
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No roçado, ele plantava e cultivava hortaliças e legumes. "Não tínhamos outra opção", diz, contando que seus pais e dois irmãos ainda vivem na roça.
Luciano começou a estudar, aos seis anos, na Unidade Escolar Ulisses Vale Veloso, na zona rural do município. Foi lá que concluiu o ensino fundamental. Já o ensino médio foi feito à noite em uma escola pública - a Maria Antonieta- na zona urbana, na zona urbana. Em 2008, concluiu os estudos colegiais e iniciou a batalha pela tão desejada vaga na faculdade de medicina.
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Em 2009, ele resolveu se dedicar aos estudos em casa. "Estudava com apostilas e livros. Apesar de ter focado no estudo individual, ainda participei, durante quatro meses, de um curso pré-vestibular, mas que só ocorreu no primeiro semestre - no segundo ele fechou, faliu. Em resumo: quase não tive proveito com curso preparatório", conta.
Então, no final desse mesmo ano veio a notícia da aprovação por cota no curso de medicina. O garoto também passou em outro vestibular para Administração e um concurso do Banco do Brasil. O jovem estava longe da capital, mas tinha esperanças para dar e vender. E foi assim que Luciano conseguiu estudar medicina na Universidade Estadual do Piauí.
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"Fiz provas de vestibulares, mas não fui aprovado", lembra, mencionando que chegou a fazer um cursinho pré-vestibular por três meses oferecido pelo governo do Estado.
Ajuda no curso
A aprovação foi apenas o primeiro desafio. Apesar de ingressar em uma faculdade gratuita, a falta de recursos para custear sempre foi suprida pela solidariedade -- que o fez se manter na universidade.
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"Durante todo o curso tive sempre o apoio de amigos, familiares e colegas de turma. Meu sustento era tirado da ajuda da minha família, de uma entidade filantrópica e de estágios remunerados. Além disso, recebi doações de livros e apostilas durante o curso", cita.
Ele diz que durante todo o período vai carregar uma lembrança especial: "o carinho e respeito que sempre tive dos meus colegas". "Outro fato que me deixará lembranças é eu ter sido líder de turma durante quase toda a graduação", lembra.
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A formatura oficial veio no dia 10 de maio. Os eventos de formatura, porém, só ocorreram na semana passada. Já com diploma há quatro meses, o 'doutor' Luciano hoje trabalha em uma Unidade Básica de Saúde de Teresina e dá plantões em hospitais da capital piauiense.
Após o ajuste financeiro de primeiros meses com salário, promete retribuir aos pais tudo que recebeu durante a vida. "Assim que as coisas começarem a se equilibrar -- o que, com fé em Deus, acontecerá em breve -- passarei ajudá-los diretamente", conta, sem esconder a emoção ao falar dos pais.

Futuro profissional

A rotina corrida de trabalho deve ter uma pausa no próximo ano. Ele vai tentar ingressar residência em otorrinolaringologia, em primeira hipótese, e clínica médica com subespecialização em cardiologia.
"Meu foco é passar em uma residência médica este ano, que poderá ser em algum lugar do Brasil. As provas de residência ocorrem no quarto trimestre do ano. Vou tentar aqui, no Piauí; e no Ceará, em São Paulo, Minas Gerais e, provavelmente, em mais algum Estado do Nordeste", afirma.
Depois do curso, ele promete retornar ao Piauí. "Possivelmente volto a Valença para o exercício da profissão", promete.
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Com o diploma há quatro meses, o doutor Luciano hoje trabalha em uma Unidade Básica de Saúde de Teresina e dá plantões em hospitais da capital piauiense.
O Luciano ainda depende de transporte público para ir ao trabalho, mas faz questão de mostrar que seus objetivos não acabaram ali: "Assim que as coisas começarem a se equilibrar, o que com fé em Deus, acontecerá em breve, passarei ajudá-los diretamente", conta o jovem sem esconder a emoção ao falar dos pais.
A história de Luciano é prova de que não se deve desistir dos seus sonhos, não importa o quão longe ele pareça estar. Se você tiver força de vontade e determinação, vai conseguir. Parabéns Luciano por sua força e dedicação inspiradoras!
Por Carlos Madeiro
Fonte: educacao uol

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Índios e Afrodescendentes na Graduação

Foto: Ramon Moser- UFRGS
Foto: Ramon Moser- UFRGS
Sábios indígenas e afrodescendentes serão os ministrantes da disciplina Encontro de Saberes, em parceria com professores da Universidade. Ligada ao Curso de Música, a disciplina (ART03946) está aberta, como extracurricular, a qualquer aluno de Graduação. Será oferecida no semestre 2016/2, nas segundas-feiras, das 13h30 até às 17h, na sala 301 do Anexo I da Reitoria.
Serão oferecidos quatro módulos de 16 horas/aula cada: Alimento e Rito; Plantas e Espírito; Artes Aplicadas; Sociedades e Cosmovisões. A metodologia envolve exercícios de observação e análise, trabalhos de campo, registros, práticas, improvisações, intervenções e pesquisa teórica.
Os mestres e mestras que ministrarão as aulas são Jorge Domingos, cantor de samba, morador do bairro Restinga; Maria Elaine Rodrigues Espíndola, ativista ligada às culturas afro-brasileira e quilombola e coordenadora do Ponto de Cultura Mocambo, no bairro Cidade Baixa; Iracema Rã-Nga Nascimento, liderança espiritual Kaingang; e Maurício Messa de Oliveira, Guarani-Mbyá conhecedor das sementes sagradas e dos modos de vida próprios dos Guarani. O grupo de professores reforça o diálogo interdisciplinar: Ana Lúcia Liberato Tettamanzy (Instituto de Letras), Luciana Prass e Marília Stein (Instituto de Artes), José Otávio Catafesto de Souza (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), Eráclito Pereira (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação), Carla Meinerz (Faculdade de Educação), Rumi Regina Kubo (Faculdade de Ciências Econômicas) e Ingrid de Barros (Faculdade de Agronomia).
Para solicitar a matrícula basta entrar no Portal do Aluno, na aba , em clicar em . Então deverá aparecer a opção .
Participantes
Jorge Domingues, o Seu Jorge, é um cantor de 84 anos de vida e 67 anos de exercício musical em plena atividade. Uma carreira iniciada nos tradicionais bailes das décadas de 50 e 60, onde as orquestras com naipes de sopros precisavam de cantores de voz forte com poderosos vibratos para competirem com o alto volume dos instrumentos de metal. Descende artisticamente da linhagem de vozes como a de Jamelão e a de Nelson Gonçalves. Vivenciou parte do tempo áureo das rádios Farroupilha e Guaíba, participou de programas como a “Música Brasileira em Traje de Gala” e dividiu os microfones com a cantora negra Branca de Neve, com o grupo Jazz Grená de músicos da ferroviária e com Telmo do Acordeon, entre outros. Atualmente, canta para crianças nos Serviço de Apoio Socioeducativo (Sase), em grupos na Cruz Vermelha e em eventos da Assistência Social, gratuitamente. Tem participado de atividades artísticas e culturais junto a universidades e escolas com sua banda atual, formada por músicos autodidatas como ele. Uma palavra, uma história, uma canção: é assim que Seu Jorge se inscreve na vida pública como contador-cantor, ou, dito de modo mais poético, como um griot, essa espécie de voz e ouvido da cidade de Porto Alegre e também da Restinga, bairro que o acolheu há mais de 30 anos. A trajetória pessoal se aprofunda na ancestralidade africana e transforma o samba numa narração coletiva, por vezes quase numa prece. Tais são os elementos que permitem uma atuação pública e comunitária em que uma palavra chama uma música, a música conta uma história e a história guia o público num percurso pela memória da cidade e da música brasileira, mas também pela ancestralidade africana e pela experiência de ser negro e morador da periferia no Brasil, tudo isso inspirado nas promessas de um futuro mais justo, mais alegre.
Iracema Rã-Nga Nascimento é líder Kaingang com longa experiência xamânica e cosmo-política. Natural da Terra Indígena Nonoai, na bacia do Alto Uruguai, viveu na Terra Indígena Borboleta, na região do Salto do Jacuí, entre os municípios de Salto do Jacuí, Jacuizinho e Espumoso, e atualmente mora com seu grupo familiar na Vila Jari, em Porto Alegre. Possui um extenso conhecimento dos elementos botânicos florestais, especialmente no âmbito do manejo de cipós, ervas, sementes e outros vẽnh-kagta (remédios do mato). Conhecedora do cultivo de hortas, da produção de artesanato e alimentos tradicionais, dos cuidados relativos ao parto e à maternidade, da interpretação de sonhos e do canto de pássaros, propõe-se nesta disciplina a orientar vivências da eco-lógica Kaingang a partir da articulação de saberes do universo da floresta, no sentido da saúde plena, entre pessoa e terra. Desde 2014, como pesquisadora e liderança tradicional, atua na formação continuada de professores indígenas no Rio Grande do Sul no projeto de extensão “Saberes Indígenas na Escola – UFRGS”.
Iracema Rã-Nga Nascimento é líder Kaingang com longa experiência xamânica e cosmo-política. Natural da Terra Indígena Nonoai, na bacia do Alto Uruguai, viveu na Terra Indígena Borboleta, na região do Salto do Jacuí, entre os municípios de Salto do Jacuí, Jacuizinho e Espumoso, e atualmente mora com seu grupo familiar na Vila Jari, em Porto Alegre. Possui um extenso conhecimento dos elementos botânicos florestais, especialmente no âmbito do manejo de cipós, ervas, sementes e outros vẽnh-kagta (remédios do mato). Conhecedora do cultivo de hortas, da produção de artesanato e alimentos tradicionais, dos cuidados relativos ao parto e à maternidade, da interpretação de sonhos e do canto de pássaros, propõe-se nesta disciplina a orientar vivências da eco-lógica Kaingang a partir da articulação de saberes do universo da floresta, no sentido da saúde plena, entre pessoa e terra. Desde 2014, como pesquisadora e liderança tradicional, atua na formação continuada de professores indígenas no Rio Grande do Sul no projeto de extensão “Saberes Indígenas na Escola – UFRGS”.
Maria Elaine Rodrigues Espíndola possui reconhecimento como Griô pela Câmara Municipal de Porto Alegre, através do Projeto Museu Percurso do Negro/Centro de Referência Afro-brasileira/Programa MONUMENTA. Professora aposentada, atua na Mocambo – Associação Comunitária Amigos e Moradores do Bairro Cidade Baixa e Arredores, organização voltada à preservação das memórias e culturas afro-brasileira na capital gaúcha. O processo histórico da Mocambo remonta ao carnaval das décadas de 1970 e 1980, tendo relação com a Escola de Samba Praiana. Milita em diferentes espaços políticos e culturais porto-alegrenses: Orçamento Participativo, Associação de Remanescentes de Quilombos, Programa Quilombolas em Rede, Conselho Local de Saúde, entre outros.
O mestre Mauricio Messa de Oliveira é cacique na Tekoá Kaaguy Mirim (Aldeia Pequena Floresta), localizada no bairro Lami, em Porto Alegre, pertencente à Terra Indígena do Cantagalo. Ele é um guardião das sementes sagradas do milho Guarani, recebidas de Nhanderu e fundamentais no Nhemongaraí,  tradicional ritual do Batismo do Milho. Preocupado com a saúde e a alimentação das pessoas, também se ocupa no resgate e na preservação de diversos recursos vegetais, como frutas nativas e plantas medicinais. Participa ativamente nos eventos de intercâmbio de sementes tradicionais e crioulas, como nos dias da troca na “Arca das Sementes Berenice Antonini”, da Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana – RAMA. Por outro lado, sabedor da importância do artesanato como elemento para a compreensão da natureza e da agroecologia, principalmente junto às crianças, se empenha na divulgação do artesanato Guarani por onde anda. Também sob sua responsabilidade está o Grupo Kaaguy Mirim Cultural de Arte Musical Mbyá Guarani, que divulga em diferentes espaços os cantos e danças de seu povo.
Fonte: Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Bolsas de Estudo

Como conseguir uma Bolsa de Estudos

  1. Para conseguir uma bolsa de estudos pelo Quero Bolsa você deve visitar o site e fazer uma busca pelo curso que te interessa, informando o preço que está disposto a pagar e o local onde deseja cursá-lo.
  2. Em seguida, ao encontrar um curso, você precisa fazer a sua inscrição no site e efetuar o pagamento da pré-matrícula.
  3. Leve o comprovante na hora de fazer a matrícula na faculdade e terá sua bolsa garantida até o final do curso.

Confira alguns dos cursos mais procurados

Boa sorte!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

UBUNTU

MATÉRIAS

“UBUNTU”  – A filosofia Africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência

“UBUNTU” – A filosofia Africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência

O que a África tem a nos ensinar?
Ubuntu é uma palavra existente nas línguas Zulu e Xhosa, faladas na África do Sul, que exprime um conceito moral, uma filosofia, um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao individualismo tão comuns em nossa sociedade capitalista neoliberal. Pode ser uma alternativa ecopolítica para uma convivência social trazendo consigo a ideia da consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade.
O estudo da palavra
Um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo Ubuntu, na África, e quando terminou seu trabalho teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs, então, uma brincadeira paras crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Em seguida, ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!” instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, todas pegaram o cesto juntas e começaram a distribuir os doces entre si.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam:   – Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?   Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras “Eu só existo porque nós existimos”.   “Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”.
A resposta singela da criança, é profunda e vital pois está carregada de valores como respeito, cortesia, solidariedade, compaixão, generosidade, confiança, enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Segundo essa filosofia, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que ainda nascerão.

Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/ –
Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=gpIEHRukIfE

10 documentários brasileiros

Olá, leitores!


Separei uma lista de com as mais variadas temáticas para todos aqueles que adoram esse tipo de produção.
A lista a seguir fora selecionada entre os documentários que receberam mais premiações e destaque no meio cinematográfico nos últimos anos.
Espero que gostem, aproveitem!
1 – Segredos da tribo, José Padilha (2010)
documentário Segredos da Tribo é um filme polêmico, pois retrata a influência de pessoas externas (fora das tribos) em comunidades indígenas da Floresta Amazônica.
Na verdade, temos a visão dos dois lados, os estudos e as ajudas que as tribos indígenas recebem de pesquisadores, ONG’S e antropólogos. O documentário relata esses dois lados, o lado bom e o ruim da influência do “homem” nas tribos.
A temática é polêmica devido a dualidade da questão: enquanto alguns exercem excelentes trabalhos de ajuda e consideram esse trabalho de extrema importância, outros criticam tais influências externas e dizem que existem muita sujeira por trás desses trabalhos humanitários.
Vários relatos de prostituição, pedofilia e uso de cobaias humanas dentre as acusações presentes no documentário.
2 – O dia que durou 21 anos, Camilo Tavares (2013)
A temática deste documentário é bem intrigante, apesar de se tratar da ditadura militar que ocorreu no Brasil, a temática foge do comum ao relacionar a influência norte-americana no golpe militar brasileiro.
filme analisa alguns documentos históricos para corroborar suas ideias, além disso, várias informações interessantes são passadas através de um ritmo cinematográfico acelerado e empolgante.
documentário também chama à atenção devido à linguagem empregada em sua construção, o uso de fotografias, documentos, imagens animadas, depoimentos empolgantes e uma trilha sonora eletrizante, faz com que ele se pareça com um filme de espionagem.
3 – Entre a luz e a sombra, Luciana Burlamaqui (2009)
Neste documentário, somos levados para dentro de presídios e instituições para menores infratores e nos deparamos com uma realidade que muitos desconhecem: o mundo carcerário.
Através de relatos de presidiários, familiares e amigos, descobrimos um pouco mais sobre como é viver na prisão.
Várias questões são abordadas através do filme, assuntos recentes como a maioridade penal e a necessidade de uma reforma em nosso sistema carcerário.
Porém, a temática do documentário em si não é essa, o foco principal são ashistórias das pessoas, e por mais que haja muito pré-conceito, existem sim relatos extraordinários.
4 – Dzi Croquettes, Tatiana Issa e Raphael Alvarez (2010)
Dzi croquettes pode ser classificado como filme biográfico/documentário/drama, pois é impossível não se emocionar com a história dessa trupe de teatro.
Apesar do filme ser gravado em forma de documentário biográfico, com depoimentos e fatos sobre a trupe ao decorrer da história, também é possível se divertir com as cenas simuladas por um elenco de estrelas.
Com homens usando roupas femininas, o Dzi Croquettes fora um sucesso nos anos 70, em meio a ditadura militar, a trupe fazia uma militância artística contra o golpe.
5 – Sou feia mais tô na moda, Denise Garcia (2005)
Sou feia mas tô na moda é um documentário que nos leva a conhecer a históricado funk carioca e a importância das mulheres nesse movimento.
Durante um ano, a diretora percorreu os bailes funks cariocas a captar histórias ao mesmo tempo em que apresentava as tradições dessa cultura popular aos telespectadores.
filme é importante por mostrar que o movimento feminista sempre esteve ativo, mesmo quando não possuía tanto destaque como nos dias de hoje, além de mostrar e desmitificar o preconceito desse estilo musical.
Por mais que não goste de funk, vale a pena assistir para entender o outro lado dahistória e perceber que cultura é tudo aquilo que o povo consome e não coisas pré-determinadas pela sociedade como uma atividade culta ou de elite.
6 – Sob vinte centavos, Tiago Tambelli (2014)
Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público gerou uma série de manifestações sem precedentes nas principais capitais do país.
Neste documentário, que fora disponível através da internet, o diretor nos mostra quais foram os movimentos e as pessoas por trás de todas aquelas manifestações e as principais causas de tudo aquilo ter acontecido.
O movimento iniciou-se em São Paulo, por isso o filme também retrata a vida dos estudantes, porque eles foram os pioneiros dessa revolta, e todas as reivindicações que foram feitas na época.
filme ainda aborda a famosa frase que não é só pelos 20 centavos, mas também faz reflexões sobre o futuro da política brasileira no futuro e acerta em alguns pontos.
7 – Amazônia eterna, Belisário Franca (2014)
Neste filme, somos apresentados a uma nova visão e abordagem sobre o uso sustentável da Floresta Amazônica.
Várias pessoas, dente elas empresários, ambientalistas e moradores locais, falam da sua relação com um dos maiores patrimônios naturais brasileiros e de todo o planeta, além de discutirem as soluções para os dilemas da região.
documentário também apresenta novas experiências bem-sucedidas que comprovam a possibilidade da Amazônia se desenvolver economicamente sem que seu ecossistema seja afetado ou comprometido.
8 – Quebrando o tabu, Fernando Grostein Andrade e Cosmo Feilding-Mellen (2011)
documentário Quebrando o tabu aborda uma temática bem polêmica: a descriminalização da maconha e mostrar como o combate às drogas não tem efeito.
Neste filme podemos ouvir as opiniões de diversos especialistas e analisarmos todas as situações de ambos os lados da história, as pessoas que são a favor e as que são contra.
É interessante ter como um idealizador do documentário o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda mais quando se trata de um tabu.
filme também parte para a parte documental e apresenta dados para pensar mais sobre o assunto e perceber que a guerra contra as drogas está perdida.
9 – Lixo extraordinário, Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (2011)
Lixo extraordinário é um documentário premiado e reconhecido internacionalmente, até mesmo fora um dos pré-selecionados para essa categoria no Oscar 2011.
filme relata a forma de vida e a obra do famoso artista plástico Vik Muniz, brasileiro radicado nos Estados Unidos, e sua ligação com o lixo.
filme fica interessantíssimo quando chegamos ao maior aterro sanitário da América Latina e passamos a conhecer de perto com tudo que as pessoas que trabalham com o lixo vivenciam diariamente ao mesmo tempo em que nos maravilhamos com os materiais usados pelo artista e a concepção de sua arte.
10 – O sal da terra, Win Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (2015)
Neste documentário passamos a conhecer mais sobre o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado, através de suas fotografias.
O retrato do artista apresentado pelo filme é muito pessoal, raro e tocante, que nos faz perceber como é o verdadeiro amor à profissão e ver a fotografia como uma arte.
A condução da narrativa do documentário passa por diversos cenários, muitos deles brasileiros, e remontam fatos e lugares históricos através da obra do fotógrafo brasileiro.
Sal da Terra é outra grande obra das produções cinematográficas brasileiras, premiada internacionalmente e indicada ao Oscar 2015 nessa categoria.
Aproveitem, até a próxima!